domingo, 11 de abril de 2010

NAS ONDAS DO RÁDIO!!!


Meus caros palmeirenses e palestrinos, da velha e nova geração.Desde já peço desculpas pela minha ausência nessa semana, tive alguns probleminhas, mas agora já estudo resolvido e volto à ativa.
Essa semana, eu estava em uma loja e ouvi uma música das antigas, que marcou um momento da minha vida.A música não lembra nenhuma namorada, mas uma paixão que me sigo desde criança.
A música é El Arbi do Khaled, eu não sou fã dela e nem do cantor argelino.Mas me recordo de um 11 de Maio, aonde jogamos a sobrevivência na Taça Libertadores contra Peñarol.Na primeira partida, uma semana antes no estádio Centenário, em Montévideu, fomos derrotados por 2 a 0 e ficaria díficil reverter o resultado.
Porém naquela noite fria de quinta feira, eu peguei o rádio e foi ouvi o jogo.Começamos mal, o time está nevoso e errava passes com frequência.Mas aos 26 da primeira etapa, o Neném em cobrança de falta abriu o placar e Marcelo Ramos no final do 1° tempo ampliou.
Eu começava a acreditar na classificação e a confiança aumentou, quando aos 14 do segundo tempo, o Alex fez uma linda jogada e tocou para o Marcelo Ramos fazer o terceiro e o segundo dele na partida.Estavamos jogando com o coração como deve ser feito em todas as Copa Libertadores, mas as dificuldades apareceram, após uma falha da defesa Pacheco diminuiu.Minutos depois o Euller sofreu um penâlti, era a chance de ficar perto da classificação novamente.Era, porque o filho do vento, perdeu a penalidade.O jogo terminou 3 a 1 e naquela epóca, não existia esse regulamento de golfora valer mais, por isso penalidades.
Os uruguaios começaram a bater primeiro.O habilidoso Bengoechea converteu,Marcelo Ramos empatou,Pachecou cobrou na trave,só que o Euller voltou a desperdiçar em outra defesa do goleiro, a esperança reacendeu quando o Marcos defendeu a cobrança de Aguirregaray, Alex fez 2 a 1, Bueno deixou tudo igual, Rogério pôs novamente a gente na frente e veio um tal de Cedrés que bateu para mais uma defesa de Marcos.Explondido o Palestra Itália, nesse jogo o Argel foi comemorar com a torcida apenas de cueca e os torcedores enlouquecidos gritavam:Bicampeão!Bicampeão!.Foi um jogo emocionante e agora imagina ouvir tudo isso, com o ouvido pregado na rádio.
E vocês devem estar se perguntando, mas o que a música do argelino tem a ver?Pois é naquele dia, ficou o jogo todo dando interferência e a música sempre aparecia como trilha sonora, porque ela estourava nas paradas de sucessos.Ficou marcado pra mim.
Eu sempre gostei de ouvir jogos em rádio, não lembro do primeiro, eu acho que foi Palmeiras e Criciúma no Brasileiro de 1996, no toca fitas do carro de meu pai.Mas só me tornei um ouvinte assíduo no anos 2000.Acompanhei aquela Libertadores, nas ondas do rádio.Recordo dos jogos contra o Juventude, o El Nacional, o Peñarol como já foi dito, Atlas, o principal motivo foi porque o Palmeiras havia vendido seus jogos para PSN e somente as semifinais contra os gambás e as finais contra o Boca que passou em tv aberta.
No mesmo ano teve a Copa João Havelange e a extinta Copa Mercosul, dois campeonatos que acompanhei praticamente inteiramente no rádio.
Na minha memória estão grandes jogos que ouvi por essa aparelho feito pra transmitir emoção.Um clássico Palmeiras e os gambás, pelo Torneio Rio São Paulo de 2000, que vencemos por 3 a 1, dois gols do Alex( um de penâlti e outro em uma bela cobrança de falta).
Aquele golaço do mesmo Alex, contra o São Paulo, em que ele chapela o Emerson e o Rogério Ceni.Eu ficava imaginando o GOLAAAAAAAÇO que o José Silvério narrou.Momentos depois eu avisei meu pai, que o Palmeiras estava vencendo o time dele por 3 a 0 e que o terceiro tinha sido uma obra prima, sendo que eu não tinha visto.
Durante a Série B, antes do Quadrangular Final, eu ouvi todos os jogos que jogamos no Palestra Itália( porque os fora do Palestra, eram transmitido pela Record).
Na Copa do Brasil de 2004, sofri que nem um louco, quando eliminamos o Goiás nos Penâtlis.Mas uma vez com as defesas do Marcos.Um jogo pelo Paulista de 2008, em que empatavamos em 0 a 0 com a Portuguesa.Eu sofria até no fim, até que uma bola foi alçada na aréa, ficoum um entra e não entra, até que um tal de Jorge Préa mandou pras redes.Sensacional.
Teve aquele jogo contra o Colo-Colo, em Santiago.Em que ouvi até os 42 do Segundo tempo(depois acompanhei pela tv),eu vi a expulsão do Marcão(após uma falta no Figueroa), a contusão do Diego Souza e Pierre, os gols perdidos pelo Keirrison e meu irmão dizia:Tiago desliga isso daí, já acabou estamos eliminados.Eu insisitia em ouvir, mesmo quando a Globo passou os instantes finais, eu permaneci com o rádio ligado.Aí veio o gol salvador do Cleiton Xavier.
Mas não foram somente alegrias que tive ouvindo rádio.
No Brasileiro de 2002, foi quando eu desligava o aparelho e ia dormir triste.Por ser o ano eleitoral, não eram transmitidos jogos por tv aberta, em meio de semana.E naquela epóca não era tão fácil acesso ao Premiere e a internet.
Tirando um jogo contra o São Caetano, Paysandu e Guarani.O resto foi uma tortura.Enquanto em anos anteriores a bebida pra acompanhar era um refrigerante.Em 2002 era um suco de maracujá.Teve um jogo contra o Coritiba, em que o coxa armou um contra ataque, a defesa do Palmeiras estava tão mal, que o Marcos teve que sair no meio de campo, o jogadord driblou ele e fez o gol.Um jogo contra a Ponte Preta, em Campinas.Em que o Marcos, revoltado com a defesa, cometou dois penâltis, convertidos por eles.
Bom é melhor nem lembrar dessa epóca sofrível.
Em 2004, quando conseguimos o que parecia impossível.Empatarmos com o Santo André em 4 a 4 e dar adeus a Copa do Brasil.Depois desse jogo, prometi que não ouviria mais jogos em rádio, que ficaria sabendo do resultado depois.Mas eu nunca consegui cumprir essa promessa.
Hoje é mais fácil né, temos o Premiere, acesso a internet.Mas eu não abandono o meu velho rádio.Porque ele nunca nos abandona.Como esquecer de narradores como Fiori Gigliotti, com a frase:"Fecham-se as cortinas e acabou o espetáculo".José Silvério, Oscar Ulisses, Osvaldo Maciel e um que não cheguei a ouvir jogos dele o Osmar Santos.
Portanto o meu amor pelo Palmeiras, ultrapassa os kHz e MHz.Atravessa diversas ondas e entra pelo meus ouvidos, mesmo que sejam pra sofrer sem ver a imagem, mas aprendemos muito torcendo ou melhor ouvindo nosso time pelo velho e inconfudível rádio.
Abraços Nação Alviverde espero que gostem e peço que comentem.

3 comentários:

  1. A emoção no rádio é grande até quando a bola está no meio de campo.

    Abraços e uma ótima semana.

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  2. Ouvir jogos no rádio triplica a emoção e nos deixa muito mais nervosos! Mais é uma das melhores sensações! Nós torcedores sempre temos uma história atrás dos grandes jogos do nosso Palmeiras!

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  3. eu comecei a ouvir jogos no rádio, ouvindo o nilson cesar da Pan, mas hoje acompanho mais o josé silverio. é emocionante escutar jogo no rádio rss

    lembro daquelas eliminaçoes do palmeiras pro sao caetano em 2000. pela pan :(

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