terça-feira, 23 de março de 2010

AGORA EU VOU SOLTAR A MINHA VOZ!!!




Eu me lembro de um trabalho de escola,quando eu cursava o segundo ano do ensino médio.Nesse tal trabalho pedia para contarmos como construimos a nossa própria personalidade.Nele tinhamos de expor detalhes sobre:visão política e social,religião,paixões,hobby,música e etc.Me recordo de uma pergunta mais ou menos assim:" Torce para algum time de futebol?O que fez torcer para esse time?''.
Não sei se todos sabem, mas não sou palmeirense por hereditariedade, pois meu pai é são paulino e até hoje não se conforma por eu não também ser.E olha que na epóca que comecei a acompanhar futebol, eles atravessavam a era Telê-Raí e estavam ganhando tudo.Mas eu sempre tive a impressão que eu já era palmeirense desde o ventre da minha mãe.
Comecei a ver de perto o nosso Palestra, quando frequntava a casa dos meus tios, que nas tardes de sábados sempre assistiam aos jogos do Verdão.Eu era uma criança e achava aquela camisa verde muito bonita, até que um dia contra os gambás.O narrador Silvio Luiz narrou um lindo gol de falta e disse:"É É É do Palmeeeeeiras, foi foi foi foi dele, Evair, o craque da camisa número 9".
Aquele dia me marcou, a partir daquele momento me tornei fã de um excelente jogador, quem viu ele jogar se recorda bem do que estou escrevendo.Ele era um verdadeiro centrovante, daqueles matador, sempre bem posicionado,cobrador de penâlits e faltas com muita categoria.
Não era fácil ser torcedor do Palmeiras naquela epóca, pois afinal, amargavamos um longo jejum de 17 anos sem títulos.Mas para um criança era um bom começo,pois afinal a Parmalat havia feito contratações de pesos para acabar com esse sofrimento da torcida, que não suportava mais.
Me lembro das finais contra os gambás, perdemos o primeiro jogo e o Viola imitou um porco na comemoração do único gol do jogo.
Era um 12 de junho, um sábado frio e o Evair voltava de um longo período de contusão.Naquela tarde inesquecível ele marcou dois gols.O segundo foi de penâlti e não me esqueço da narração do José Silvério, da Rádio Bandeirantes, que diz:"Agora eu vou soltar a minha voz!!!''.O jejum acabou e a minha paixão pelo Palmeiras apenas começava.
No final daquele ano, Evair marcou o primeiro gol do segundo jogo da decisão do Campeonato Brasileiro.O momento era marcante.Eu não podia esquecer de jogadores, como Edmundo, Zinho, Cesár Sampaio, Cléber e outros.Depois desse ano de 1993, me tornei um palmeirense fanático e com o passar dos anos, fui aprendendo como torcer de verdade.
No ano seguinte, suportei a primeira piada do meu pai, quando fomos eliminados na Libertadores.Mas vieram a conquista do bicampeonato Paulista e Brasileiro.
Nesse período o Evair foi jogar no Yokohama Flugels, mas meu coração já era palmeirense.
O ano de 1995, foi quando eu aprendi a ser torcedor de verdade.Pois nesse ano, não houve títulos.O tri do Paulista e do Brasileiro não vieram e na Libertadores, fomos eliminados pelo Grêmio.Mas em um dos melhores jogos da minha vida, como esquecer aquela virada histórica que muito pouco, não conseguimos nos classificar.
Depois veio aquele sensacional time de 1996, a era Felipão que nos concedeu conquistas inéditas e internacionais.O bom e barato do Mustafá, que só era barato, porque de bom não tinha nada.A era Celso Roth, o retorno do Luxemburgo e sua saída precoce, o rebaixamento, a série B, os anos de coadjuvante, a era Valdívia e os tempos de hoje.
Ser palmeirense é orgulho, é um amor incondicional, é viver intesamente a emoção.É ganhar uma Libertadores, com o Palestra inteiro empurrando a bola do Zapata pra fora.
É conquistar a Copa do Brasil, com um gol espírita do Oseás...
É ser o primeiro time a abraçar a equipe na Série B e gritar: " Ô Ô Ô VAMOS SUBIR POOORCO"
Ser palmeirense é na alegria, encontrar dificuldades.E nas dificuldades, encontar alegria ...
Espero que isso explique um pouco meu sentimento pelo Palmeiras e abraços Nação Alviverde.
Comentem galera!!!

4 comentários:

  1. Parabéns outra vez vei!
    mto bom teus textos

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  2. Poxa esse texto me emocionou muito!É de arrepiar lembra toda essa trajetória do nosso verdão!Lembrando que não importa qual seja a situação a torcida que canta e vibra nunca vai se calar!Palmeiras sempre!

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  3. Olha isso gente..vc volta no tempo
    e ainda sente toda emoção..
    Tiago parabéns pelas expressões...

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  4. A minha paixão pelo verdão veio um pouquinho antes de você (1974 quando eu tinha 9 anos rsrs). O primeiro jogo que fui à um estádio de futebol não poderia ser melhor. Era dezembro de 1974 e meu pai levou eu e meu irmão para um jogo no Pacaembu contra os gambás. Ficamos no tobogã e naquela época a torcida não era separada, pois não existia este violência de hoje. O verdão venceu por 4 X 1, era a época da segunda academia, onde tive o previlégio de ver jogarem juntos, o Leão, Luis Pereira, Leivinha (era um cracaço), o Ademir da Guia, e outros. Dias depois deixamos os gambás na fila de títulos ganhando de 1 a 0 a final do Paulistão (este jogo eu ouvi no rádio, pois na época não tinha cobertura forte da televisão como hoje). Depois desta conquista, conseguimos o último título antes da fila, foi o paulista em 1976 com o gol do Jorge Mendonça (outro cracaço que vi jogar pelo nosso verdão). A longa fila veio e eu ainda garoto não me deixei abater (neste período vi vestir o manto sagrado craques como o próprio Jorge Mendonça, o Jorginho Putinatti, o Edu Manga, o Edu Marangon, o Eder Aleixo, Mário Sério, etc) e aguardei a reviravolta que se deu em 1993 com a conquista sobre os gambás e depois outras que você já citou e também conviveu. Hoje estamos numa fase ruim, mas dias melhores virão e não tardará.

    Abraços.

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