terça-feira, 15 de junho de 2010

11 ANOS - A AMÉRICA É DO PALMEIRAS!


16 de abril de 1999, um dia inesquecível pra toda Nação Alviverde.Naquela noite fria de quarta feira, conquistavamos a Taça Libertadores da América, torneio tão cobiçado e que veio após muita luta, força e raça.Pois pra vencer esse campeonato é preciso muito disso.
Tudo começou no dia 27 de fevereiro, em tarde de sábado no estádio do Morumbi, contra os gambás.Em um jogo pegado, como todos os clássicos e pra variar vencemos nosso eterno freguês.Vencemos por 1 a 0, em um tiro livre indireto convertido pelo Arce, após o Gamarra ter recuado uma bola para o goleiro Nei.Mas na verdade o paraguaio deu um carrinho e desarmou o Alex, mas o Francisco Dacildo Mourão Albuquerque, marcou recuo.Enquanto reclamava da barreira o Evair rolou a bola para o Arce que encheu o pé.
Foi um jogaço depois o árbitro pernambucano não marcou um penâlti claríssimo para nós, em que Batata( lembram dele?) coloca a mão na bola.O Nei fez umas quatro grandes defesas, o Velloso umas duas e a partida caminhava para 1 a 0.Aí o Marcelinho empatou o jogo, mas foi invalidado pelo bandeira, ele se revoltou, foi expulso e deixou o gramado gesticulando gestos de ladroagem.Como esquecer desse jogo?
Em seguida goleamos o Cerro Porteño por 5 a 2, em um jogo aonde mostramos um bom futebol em pleno Defensores del Chaco.Nesse mesmo estádio fomos derrotados dois dias depois para o Olímpia, por 4 a 2.
Uma semana depois, enfrentamos novamente o Olímpia,não joguemos bem e empatamos em pleno o Palestra Itália.As coisas não andavam pelo lados do Palestra.
Para piorar perdemos para os gambás, por 2 a 1.E pra salvar a classificação conseguimos vencer o Cerro Porteño,no Palestra, por 2 a 1.Pronto estamos classificados e enfrentaríamos o Vasco( atual campeão da América, que naquela epóca, já entrava nas oitavas de finais).
No primeiro jogo foi complicado.Na noite de 14 de abril, empatamos em 1 a 1.E no dia seguinte quando eu conversava com meu amigo Lucas Garcia.Que disse:Já era Tiagão, estamos eliminados, não conseguimos vencer em casa.
Uma semana mais tarde, no feriado de Tiradentes.Fomos a São Januário e vencemos por 4 a 2, em uma grande apresentação do Alex, como o meia jogou nesse jogo.
No dia 5 de maio, enfretariamos nas quartas de finais novamente os gambás.Naquele jogo vencemos por 2 a 0.Um gol do Oséas e outro do sem vergonha do Rogério.O segundo começou em uma falta mal batida pelo Marcelinho, em seguida ocorreu um contra ataque e o Paulo Nunes deu um passe açucarado para o Rogério que só mandou pras redes.O destaque da partida foi o Marcos que se consagrava com a torcida,fez defesas importantes.
Na segunda partida, perdemos por 2 a 0.O que levou o jogo para as penalidades, aonde todas do Palmeiras foram convertidas e os gambás Wampeta e Dinei erraram.São Marcos começava a ser o jogador mais importante do time.Foi para lavar a alma e zuar a gambazada na escola.
No dia 19 de maio, dois dias após meu aniversário.Estavamos em Buenos Aires, e enfrentemos o River Plate, perdemos de 1 a 0, gol do Angel.E poderia ter sido mais se não fosse o Marcos.
Mesmo voltando da Argentina derrotado, não desanimei continuei acreditando e confiando na classificação.
Uma semana depois, no dia 26 de maio.Dias antes tinhamos feito uma das maiores façanhas do anos 90, eliminamos o Flamengo, na Copa do Brasil, em um jogo histórico.Naquele dia eu passei o fim de tarde vendo a final da Liga do Campeões 1998/1999, entre Manchester United e Bayern de Munique, partida transmitida pela tv Cultura.Para mim foi a maior virada que vi na minha vida.O Bayern abriu o placar logo aos 6 minutos com o Basler.O resultado da partida não mudava,caminhava para o final e tinha tudo para o Bayern ser campeão, os alemães desperdiçavam contra- ataques.Como diz aquele velho ditado do futebol:"Quem não faz,toma".O Bayern tomou, e foi de uma forma desatrosa.Sheringham empatou aos 46 do segundo tempo e após uma cobrança de escanteio, Solskjaer aos 48 virou.Eu fiquei olhando aquele jogo e vi que muitas coisas acontecem em poucos minutos.
Quando meu irmão chegou em casa disse a ele, o nosso adversário em Tóquio é o Manchester.Ele sorriu e disse: Será bom, mas temos que passar pelo River.
A noite chegou e com ela o nervosismo, os caras até que chegavam, mas a pressão era muito maior.E logo o Alex abriu o placar, em seguida fizemos o segundo com o Roque Júnior e aliviou um pouco, só um pouco.
Queriamos matar logo aquele jogo, mas não tava fácil, sempre paravamos no goleiro Bonano.O Euller perdeu um gol feito.Mas a noite era dele:Alex.Ele fez o terceiro e um belo gol pra matar e pra colocar a gente na final.
No dia 2 de junho, eu estava na aula de Geografia, da chata e são paulina professora Manuela.Nunca me esqueço, a minha cabeça só estava no jogo da Colômbia, mas lembro que ela marcou uma prova pro dia 16 de junho.Eu estava ansioso e olhava toda hora para o relógio.A noite chegava e com ela a violência dos colombianos no estádio Pascual Guerrero.Fomos recebidos com garrafadas, pedradas e etc.Digno de um jogo de Libertadores.Perdemos com um gol do Víctor Bonilla.No outro dia, tivemos que aguentar são paulinos e corintianosque diziam:"Nadaram, nadaram e morrerão na praia".Negativo!!!
16 de junho de 1999, como esquecer essa data?Aquele dia eu acordei e fiquei um bom tempo olhando para a minha camisa 10, que tinha ganhado do meu tio, durante a Libertadores.Lembrei de cada jogo, de cada momento daquele campeonato, das discussões com torcedores na escola e tudo mais.Das eliminações em 1994 pro São Paulo, em 1995 pro Grêmio.Finalmente eu veria o meu Palmeiras jogar uma final de Libertadores, tão esperada, tão almejada e que era seria naquele dia.
Fui pra aula, fiz a prova de Geografia.Tive duas aulas com o professor de matemática Alan, que provocava eu, a Monara Caputo, o Lucas Garcia e o André Bocão, os únicos palmeirenses da sala.
A última aula foi com a professora de português Ana Maria, palmeirense fanática e que estava nervosa.Quando a aula terminou eu fui até a lousa e escrevi:PALMEIRAS CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES DE 1999.Para o pessoal do período noturno ver.
Fui pra casa, não aguentava de emoção, meu coração disparava e quando terminou a novela Suave Veneno, ele começou a bater mais rápido.
A escalação era: Marcos, Arce, Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; Cesár Sampaio, Rogério, Zinho e Alex; Paulo Nunes e Oséas.
O jogo começou tenso e a gente tendo algumas chances, mas sempre se parando no goleiro Dudamel.O Alex subiu sozinho e cabeceiou para fora, com o goleirão vendido, depois o Marcos fez uma bela defesa, em um lance do Bonilla, depois o Roque Júnior mandou uma bola na trave.Mas não teve jeito terminou 0 a 0.No segundo tempo o professore Felipão tirou o Arce e colocou o Evair, fomos pra cima e logo cedo, após um bola alçada na aréa o Yepes meteu a mão na bola e o Ubaldo Aguino marcou.O mestre das cobranças pegou a bola e mandou pra as redes, Evair.Parece que o Felipão sabia.Depois o uma bola enfiada na aréa e o Júnior Baiano pra variar fez um penâlti.Zapata pegou a bola e empatou e a tensão aumentou.Mas logo um atque em que o time estava praticamente inteiro no ataque.Uma bola do Júnior que encontrou o Oséas e mandou pra redes, sendo o artilheiro dos gols importantes.Valeu Oséas,eu nunca levei em consideração aquele gol contra os gambás, somente naquela hora, mas tudo bem.Aí eu fiquei esperando o terceiro gol, mas ele não vinha.Algo me dizia que o jogo ia mesmo para os penâltis.Tentei controlar meu coração, mas em vão.
Quando o paraguaio apitou o fim do jogo, olhei para o meu irmão, ambos estavamos com as mãos no rosto, gesto de uma oração, nervosos e eu lembrei do que disse a ele após a final da Liga dos Campeões.
As cobranças começaram, o Zinho me erra, o bom goleiro Dudamel converteu.Júnior Baiano empatou,Gaviría colocou eles novamente na frente.Roque Júnior manteve as esperanças,Yepes fez a tensão aumentar.Rogério empatou novamente.Bedoya errou e desfogou uma alegria contida.Euller fez e levou a gente a acreditar que o título era nosso.Mas veio o Zapata, colocou na marca do cal, tomou a distância, correu, meus olhos se fecharam e só abriram quando eu vi a bola caminhando lentamente, passou pela trave e saiu.Pronto eu finalmente explodi, eu estava em extase, era o título mais esperado por mim e por muitos,A Taça Libertadores era a Obssesão realizada.Muito obrigado a todos os jogaodores, os membros da comissão técnica e em especial ele o professore Feilpão( que está de volta).Eu não dormi naquela noite, os foguetes e a festa entrou a dentro pela madrugada e terminou na manhã.
A tarde, com um pouco de sono, eu fui a aula e provoquei todos os gambás que eu via.Muitos se esconderam como o professor Alan.Comemorei com todos os palmeirenses da escola e pra mim foi uma das semanas mais felizes de toda a minha vida.
Libertadores se ganha com raça, amor, um pouco de sorte e muito apoio, que a gente demonstra em todas as edições desse torneio especial.
Abraços Nação Alviverde, comentem essa data que nunca será esquecida.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

AMOR À CAMISA , QUE SAUDADE..


Meus caros palmeirenses e palestrinas da nova e velha geração.É com muita alegria que escrevo esse post.
Para a alegria geral e felicidade da Nação Alviverde, o Gladiador está de volta.
Tudo começou horas antes da partida contra o São Paulo.O meu amigo Maurílio Júnior me informou que a Sonia Racy, em seu blog no Estadão, dizia que o Palmeiras confirmava um acerto com o Kléber.Eu e ele vasculhamos sites, e um sempre informava o outro.
Naquela noite, fiquei chateado com a derrota do nosso Palestra.Mas mesmo assim assisti a partida entre Cruzeiro e Botafogo, vencida pelo clube mineiro.Mas a partida em si não me importou e sim uma conversa entre o Kléber e o Roger antes de rolarem a bola para a segunda etapa, ele disse ao meia:"Acabou."
Eu não dei a mínima atenção aquilo, mas espera que essas notícias se confirmassem de forma boa.
Passou a semana e eu ficava sempre tentando me informar, sempre lia o Lance!.Mas um dirgente confirmava, outro negava.
No domingo seguinte, eu conversava com meus amigos e um deles levantou a pergunta:Será que o Kléber vem?
Eu fui o único a responder:Ele vem sim e chegará com a nova patrocinadora.
Eu não tinha nenhuma afirmação daquilo que eu tinha dito, somente uni alguns fatos e lembrei a chegada do Keirrison, que foi apresentado juntamente com a Samsung.
Antes da partida contra o Flamengo, a notícia era oficial.O Gladiador estava de volta e confirmava todas aquelas especulações.O fato de ter preferido o Palmeiras, provava um certo amor que ele sempre teve pelo nosso Palestra.
Ontem, 9 de Junho de 2010, ele chegou.
Acompanhado pela Fiat, a montadora italiana e foi visto pelos sócios-torcedores, mais tarde pela massa.Até o Belo estava lá, ele deveria ter levado a Graciane Barbosa.Brincadeira!
Ele vestiu a camisa, beijou o escudo e cada palavra dita, era uma declaração de amor ao clube e a maravilhosa torcida, como sempre diz.
A tarde, encontrei o senhor Zito.Conversamos sobre a chegada do Gladiador,se emocionou quando viu o presidente chorando e me disse:"Tiago, a apresentação dele hoje, foi uma prova de amor à camisa, a moda antiga".Ele suspirou e concluiu:"Amor à camisa, que saudade..."
Realmente o Kléber, é um torcedor como eu e você.Ele provou seu amor ao Palmeiras, quando defendia o Palmeiras, o Cruzeiro e ontem naquela festa especial e inesquecível.Aonde além de receber um ídolo, levaremos alimentos a pessoas necessitadas.
Para mim,além do Kléber.Somente, Marcos e Pierre tem esse amor à camisa.
O Santo nem precisa falar, e o Guerreiro, aquele choro após o jogo contra o Grêmio, no ano passado, foi a prova fatal.
E esse amor real do Gladiador começou no ínicio de 2008.Eu lembro do dia que em que cheguei em casa, e meu irmão perguntou se eu conhecia um tal de Kléber, ex-São Paulo.
Eu disse que sim, que embora não tivesse sido bem aproveitado por lá, era um bom jogador.
Meu irmão,olhou em mim e disse:Ele é o novo reforço do Palmeiras, vem por empréstimo.
Fiquei contente, e mais contente com o passar do tempo, ao ver ele jogar com raça e amor.Defender nosso time com uma vontade tamanha, capaz de usar atos violentos.mas tudo bem.
O amor do Gladiador pelo Palmeiras,nesse tempo em que esteve fora do Palestra.É semlhante daquele namorado, que mesmo namorando outra, não consegue esquecer da ex.Já passei por isso e quem nunca passou?Quando amamos de verdade, fica díficil esconder esse sentimento, por mais queremos acaba escapando.
Portanto Kléber, seja bem vindo novamente.Aqui é sua casa e sempre será.Continue amando esse time,pois a torcida sempre estará cantando:"Olê Olê Olê Olê, Kléber Kléber".Defenda essa camisa,com este amor incondicional.E que os demais jogadores vejam isso, não precisa ser craque para ser querido pela torcida.Basta defender o Palmeiras com amor!
Abraços Nação Alviverde e comentem.