
"Caminho em passos rápidos pela avenida Antártica, a minha ansiedade se mistura com o enorme volume de torcedores com camisas verde e branca.Passo em frente ao Shopping West Plaza, mas pra frente vejo a passarela da Arrancada Histórica de 1945.O ritmo dos meus passos aumentam, meu coração acelera, começo a ver torcedores de todos os estilos.O cheiro dos sanduíches de pernil, vendido nas barracas, entram suvamente pelo meu nariz.No trajeto encontro vendedores ambulantes com artigos do Palmeiras, é claro, e também diversos cambistas, alguns policiais que fazem "vista grossa" ao que estão vendo.Eu já consigo enxergar a luz do refletor, entro na Turiassu e a movimentação de torcedores é bem maior, intensa e o trânsito é complicado.Meu coração acelera, a minha calma natural parece ter me abandonado, me sinto nervoso e apreensivo.Caminho mais alguns metros, passo en frente ao edíficio enorme em construção( hoje o luxuoso Shopping Bourbon), dobro a esquina e entro na avenida Pompéia, caminho pouco, volta a dobrar outra a esquina a que dá aceso a avenida Francisco Matarazzo.Já me sinto em um lugar agradavél e ouço o grito de parte da torcida se aquecendo antes do jogo.Entro pelo Portão Matarazzo , desço as escadas, passo pela revista dos policiais,coloco meu ingresso e passo pela catraca, já estou no interior do estádio, estou arrepiado, sinto um algo diferente, inexplicável.Caminho lentamente pelo fosso, admirando a beleza do estádio.As minhas pernas parecem não tocar o chão, ouço uma música ao fundo( Verdade - Zeca Pagodinho), me aproximo de uma entrada de acesso a arquibancada( aquela que são duas juntas) subo a primeira escada, depois a segunda, e pronto.Vejo o gramado, a entrada dos vestiários, a imensa arquibancada, o placar, é perfeito.Finalmente eu consigo enxergar com mues próprios olhos, o que eu via somente pela tv.Obrigado Meu Deus!Estou no Palestra Itália".
O texto acima que vocês acabaram de ler, se trata da minha primeira vez em que fui ao Palestra Itália, na minha adolescência.Pra mim ficou eternamente marcado, eu fiquei bobo, mas muito bobo.Principalmente quando o time subiu ao gramado.Foi algo que não tem como escrever.
Meus caros, eu sei que é preciso modernizar a nossa casa, mas eu ainda não me acostumei em dar fim a este Palestra Itália.Sinto uma dor no meu coração verde, quando essa data se aproxima.Eu vivi tantas coisas lá, que não entendo que esse palco nunca mais será visto, após o jogo contra o Grêmio.
A história desse palco especial de glórias, começou no final do século XIX, pertencia a Companhia Antarctica Paulista, que visava o lazer de seus funcionários, primeiramente uma espécie de um clube, mais tarde se tornou um campo de futebol, já que era o esporte da moda.
Em 1920, com o apoio da Companhia Matarazzo( aquela mesmo das chaminés, ao lado do estádio).Foram comprado o campo de futebol e boa parte do terreno do Parque Antarctica.Ousada aposta do então presidente Menotti Falchi, os valor foi 500 contos de réis( fortuna na epóca), as formas de pagamento era metade a vista e outra metade em duas prestações anuais de 125 contos de réis.No dia 27 de abril daquele ano, se firmaria o contrato entre as partes.
O primeiro jogo como proprietário, foi um sonora goleada sobre o Mackenzie, por 7 a 0.Três gols de Caetano, dois do Heitor, Fabbi e Imparato, cada um marcou uma vez.
A década de 20, praticamente foi de reformas, construções da arquibcanda geral e as sociais, ainda de madeira.
Em 13 de Agosto de 1933, foi marcado a estréia do "Stadium Palestra Itália", pelo Torneio Rio- São Paulo, derrotamos o Bangu, por 6 a 0.Já havia arquibancadas de concreto e tinhamos o mais moderno e imponente estádio do país( pois Pacaembu e Marcanã, seria construídos mais tarde).
Durante a Segunda Guerra Mundial(1938 - 1945), por questões políticas contra os países do eixo( Alemanha,Itália e Japão), um clube com pouca expressão na epóca e que acabara de ser fundado por nome de São Paulo, tomou posse do estádio do Canindé( nas margens do rio Tietê), em função do estádio pertencer ao Deustch Sportive.Diante das perseguições.
Praticamente os mesmos a fazerem isso, caminharam em direção ao nosso estádio, pra tomarem na "mão grande".Só que se deram mal.Os torcedores e membros da comunidade italiana, deram as mãos e abraçaram o Palestra Itália, talvez hoje temos essa bela casa, por causa desses torcedores.
Sempre quando compro jornal, passo na padaria de um grande amigo meu, o senhor Zito.Ele tem mais de 70 anos, é palmeirense fanático.Viu as duas academias e a longa fila( momentos que não eu vi), sempre converso com ele, compro uma bebida, um salgado e enquanto leio o jornal, comentamos sobre acontecimentos do presente e passado do nosso clube.
Um dia ele disse uma frase a mim, que me marcou.Ele estava no Morumbi, quando perdemos o Campeonato Paulista pra Inter de Limeira, em 1986."Tiago, eu chorava na arquibancada, não acreditava no que via.Eu pensei que nunca mais seríamos campeões.Agradeça a Deus, por tu não existir naquele dia."
Mas esses dias, eu lembrei juntamente com ele sobre o nosso estádio.Ele é da epóca que o Palestra ainda existia alambrados.Ele disse que se aproximava, e via o jogo dali.Até 1962, o Palestra era assim.Somente após uma reforma que durou dois anos, o estádio se tornou no Jardim Suspenso, com o fosso e os vestiários no subsolo.A estréia foi contra o Guaratinguetá, no dia de 7 de setembro de 1964, vencemos por 2 a 0.
Doze anos mais tarde registravamos o maior público,era o dia 18 de agosto de 1976, na vitória contra o XV de Piracicaba, o árbitro foi o Romualdo Arppi Filho, que dez anos depois apitaria a final da Copa do Mundo e vencemos por 1 a 0, gol do craque Jorge Mendonça.
No final da década de 70 e durante todo os anos 80.O Palmeiras amargou um fase díficil e sofrível.Tivemos decepções, que deixava a nossa torcida assustada.Além do jejum já dito, teve um partida no dia 24 de novembro de 1985, que foi terrível para a torcida.Em uma rodada em que praticamente deu tudo certo, conseguimos perder em casa para o XV de Jaú, pelo placar de 3 a 2.Triste!
Mesmo com um longo período sem títulos, conseguimos um recorde expressivo reconhecido pela Fifa.Foram 68 partidas de invencibilidade entre 1986 a 1990.
Também na decáda de 80, se iniciou um outro evento além de partidas de futebol.O Palestra começou a receber shows.Devido o fácil acesso e a boa localização.O primeiro foi do norte-americano Bruce Springsteen,no feriado de 12 de outubro de 1988.Depois passaram no gramado do Palestra: David Bowie( 23 de setembro de 1990), Iron Maiden em duas ocasiões( 1° agosto de 1992 e 2 de março de 2008),Metallica(1° e 2 de maio de 1993).
No dia 6 de dezembro de 1997, aconteceu o festival de aniversário de 12 anos da rádio 89 fm.Houve shows das bandas Whitesnake,Megadeth,Queenrÿsche e Charlie Brown Jr.
Quase dez anos depois, o estádio voltou a receber shows.E foi da banda Evanescence, no dia 21 de abril de 2007.Depois vieram um do Rod Stewart( 4 de abril de 2008),Ozzy Osbourne, Korn e Black Label Society( 5 de abril de 2008).
Recentemente aconteceu um show do eterno Guns N' Roses.Dias antes, um amigo meu me convidou pra ir.Ele lembrou em tom de empolgação, quando assoviamos "Patience" e irritavamos os professores.Ele quis de todas as maneiras que eu fosse e até disse:"Vamos mano, vai ser praticamente na sua casa.O Sebastian Bach(Skid Row) abri o show, se lembra quando a gente deixava o cabelo crescer e fica imitando a voz dele."Eu sempre gostei de rock, fui fã do Guns, mas daquela banda com o Slash, sem ele não é Guns.É algo parecido com isso.
No dia 5 de junho, o Exaltasamba fará um show no estádio, com direito a gravação de dvd e tudo mais.
Mas uma semana antes, uma das minhas bandas favoritas fará um megashow no Palestra.O Aerosmith que no ano passado houveram rumores que a banda terminaria.Mas já dizem que será a última turnê,para muitos será a despedida do Palestra e dessa banda que marcou muitas gerações com sucessos:Angel, Crying, Crazy, Amazing , Hole My In Soul, I Don't Wanna Miss A Thing, Fly Away From Here, Girls Of Summer e outros.Concerteza será um excelente show e desde já convoco a todos palmeirenses a fazer uma campanha para Steven Tyler fazer o show com a camisa do Palmeiras em homenagem ao nosso estádio.
Mas sem dúvidas o melhor show musical de todos os tempos que nosso velho Palestra recebeu foi o da Legião Urbana nos dias 11 e 12 de agosto de 1990.Foi um show que ficou marcado na história da música brasileira.Em uma noite de chuva fina, Renato Russo canta as músicas com uma toalha na cabeça.Ele abriu com a música Fábrica, depois Daniel na Cova dos Leões, o Reggae e as músicas do disco As Quatro Estações.Nesse show ele faz críticas pesadas ao então presidente Fernando Collor de Mello e a ministra da Fazenda Zélia Maria Cardoso de Mello, enquanto cantava 1965(Duas Tribos).Em Pais e Filhos, ele fez uma perfeita mistura com Standy By Me.Levando o público a loucura.Antes de cantar essa música ele criticou o vocalista Moska, do Inimigos do Rei, que disse que o hit Uma Barata Chamada Kafka era igual ou maior que Pais e Filhos, um tremendo absurdo.
A parte melhor do show foi quando ele cantou Monte Castelo, os refletores do estádio se apagaram e a iluminação ficou por conta dos esqueiros do público.Antes desse o show, o clima entre a banda era ruim, falavam que aquela seria a última turnê e a última apresentação em São Paulo, depois desse lindo show os trabalhos prosseguirão e a banda só deu fim, após a morte do Renato Russo, seis anos mais tarde.Antes de sua prematura morte, ele sempre se lembrava daquele show e pediu que você feito um cd.Existe o cd e eu tenho uma cópia.
Mas os melhores shows foram dentro de campo e com a bola rolando.Se bem que teve alguns dias que o Palestra gostaria que seus portões não fossem abertos.
No dia 19 de junho de 1996, perdemos de virada para o Cruzeiro, 2 a 1 e aquele sensacional time não conquistou a Copa do Brasil.Em uma noite em que o Velloso foi infeliz.Em 1998 o mesmo Cruzeiro nos eliminou do Brasileiro.
Depois perdemos duas Copa Mercosul, uma para o Flamengo em uma noite de segunda feira e outra em uma virada que até hoje não acredito para o Vasco, dolorosamente.
No ano seguinte aconteceu a eliminação para o Boca Juniors.Naquele confronto aonde nos prejudicaram lá e cá, aonde um torcedor invadiu e agrediu um bandeira, após anular um gol legal do Fábio Junior.No Brasileiro daquele ano, uma punhalada no peito, perdemos de 6 a 2 para o Fluminense.
Em 2002, aconteceu aquela vergonhosa eliminação para o Asa.E nossa casa foi palco de apresentações esquecivéis.Me lembro um jogo contra o Gama, no feriado de 7 de setembro.Venciamos por 2 a 0, após sofremos um gol, o Marcos pergunta ao banco:"Falta quantos?"O pessoal no banco responde:"Dez minutos".O goleiro se abate e diz :"Ainda!!!"
O Marcos temia o pior, e o pior aconteceu.Empatamos com um time horrível e a nossa luta contra o descenso aumentava.No jogo contra o Flamengo, a esperança por uma vitória era grande, mas só empatamos com a maioria dos jogos daquele campeonato e acabamos caindo.
2003 se iniciava com a esperança de um ano melhor.Ainda não tinhamos passado por uma vergonha, até vim aquele 7 a 2 do Vitória, pra mim a maior tragédia de todos os tempos, o Palmeiras naquele dia nem entrou em campo, foi uma vergonha.Naquela noite o meu sono sumiu, eu rolei pela cama, mas não consegui dormir, me vinha na mente aquela derrota.
A eliminação de 2003 doeu muito, mas a do ano seguinte também.Empatar com Santo André em 4 a 4, depois de estar vencendo por 4 a 2 até os 43 do segundo tempo e sofremos o empate, foi díficil.Naquela noite parte da torcida chamou o Marcos de frangueiro.
Em 2007, o bandeira achou que o Diego Cavalieri se adiantou, ele precisava usar óculos.Depois de vencermos o Ipatinga no tempo normal, fomos eliminados por um erro do bandeira e o Palestra silenciado, viu mais uma tristeza.
Depois tivemos uma eliminação para o Santos , no paulista do ano passado, foi triste.Mas superamos com a campanha na Libertadores.
Mas foi mais de momentos felizes que vivemos no Palestra.
Como esquecer de uma surra que demos no Boca Juniors na Libertadores de 1994, 6 a 1.Um show encima deles, deixamos os argentinos perdidinhos, em uma grande atuação do volante Mazinho que mais tarde seria tetracampeão nos Eua.
No ano seguinte aconteceu umas das partidas mais emocionantes, aonde vencemos por 5 a1 o Grêmio, também pela Libertadores.Só não se classificamos porque haviamos perdido de 5 a 0, em Porto Alegre, em um jogo atípico, uma guerra dentro e fora de campo.Mas aqui, mesmo começando perdendo, viramos e por pouco não se classificamos.Há dois anos atrás o Felipão deu uma entrevista a Cultura relembrando esse jogo e disse:"Eu não via a hora daquele jogo terminar, o Palmeiras mostrou que ele é semelhante ao Grêmio, Imortal!."
Em 1996, foi o palco de lindas apresentações daquele supertime.Deitamos e rolamos no Paulista e sagramos campeões encima do Santos, na vitória "magra" de 2 a 0, em nossa casa.
Naquela epóca dividiamos conquistas no Morumbi e no Palestra Itália.
Em 1998, conquistamos a primeira Copa Mercosul, com duas vitórias encima do Cruzeiro, 3 a 1 e 1 a 0.Se vingando da eliminação do Brasileiro.
No ano seguinte seria especial para a torcida no Palestra, só perdemos duas partidas ao longo do ano.Jogar no chiqueiro era sinônimo de três pontos.Teve naquela noite de sexta-feira, uma incrível vitória contra o Flamengo pela Copa do Brasil, o famoso "jogo do Euller".Empatavámos com eles em 2 a 2, até os 43, precisavamos vencer por dois gols e conseguimos, histórico e o Felipão disse que foi a partida mais emocionante no comando do Palmeiras.
Dias depois os flamenguistas Claudinho e Buchecha foram ao programa H da Bandeirantes com uma camisa do River Plate(nosso adversário na Libertadores) em função da eliminação do time deles.
Mas os argentinos não foram paréo.O Palestra lotado assistiu o show de Alex e Cia e derrotamos eles por 3 a 0 , se classificando para final.
No dia 16 de junho de 1999, com o Palestra lotado novamente, partimos pra cima do Deportivo Cali e vencemos por 2 a1.No estilo coração, como deve ser jogado uma Libertadores.
Aí foram a decisão foi para os penâltis.O Zinho deixa o coração da torcida apertado quando manda no travessão.A situação piora com o gol do goleiro Dudamel.Júnior Baiano empata, mas Gavíria coloca eles novamente na frente.Roque Júnior empata, mas Yepes converte.Rogério mantém as esperanças e elas aumentam quando o Bedoya acerta a trave.Pela primeira vez estamos na frente, com o Euller.E aí vem Martín Zapata caminha com a bola, coloca na marca do cal, caminha para trás, corre pra frente e bate.A bola caminha lentamente, e a 32 mil bocas vai assoprando pra ela ir pra fora e ela sai pela linha de fundo.Sensacional, uma noite histórica, a América é nossa, não tem palavras pra explicar.O Palestra esvaziou só de madrugada com a festa da torcida.E o senhor Martín Zapata foi assasinado em 2006, motivo de uma discussão.
No mesmo pela Mercosul do mesmo ano, teve partidas inesquecíveis como as goleadas no Racing( 7 a 0) e no Cruzeiro( 7 a 3), cada a ataque,era um gol.Ainda teve um jogo na raça que vencemos o San Lorenzo pro 3 a 0, na volta de Tóquio.O Marcos defendeu um penâlti do Córdoba hoje na Inter de Milao.
Depois vieram os anos de vacas magras,destaque um a vitória conta o Peñarol,pela Libertadores de 2000, como já citei em um post anterior.
Em 2003 em meio ao ostracismo, estivemos em peso na Série B e abraçamos o time não olhando para as dificuldades e sendo a primeira a fazer isso.Como esquecer do Hulk e daquele canto:"Meu Palmeiras, meu Palmeiras.Você é meu bem querer. Eu vou falar para todo o mundo, Eu vou falar para todo o mundo,Que eu só quero é você. Eu vou falar para todo o mundo, Eu vou falar para todo o mundo, Que eu só quero é você".Não tem como, foi prova de amor verdadeiro.
Anos mais tardes veio um período díficil no Palestra, mas as apresentaçõe do Valdívia fizeram a torcida ter orgulho de ir ao Chiqueiro.Eliminamos o São Paulo aonde teve de tudo, gás de pimenta, falta de energia elétrica e festa da torcida.Em seguida levantamos mais um caneco e imprtante caneco, o Paulista de 2008.
Tivemos momentos marcantes ao longo desse tempo todo de Palestra, que fica díficil escrever tudo.Eu vi dois gols do meio de campo.Em 1999, um do Alex na surra contra o Grêmio( 6 a 0)no Danrlei ainda melhor.E no ano passado do Diego Souza, que foi um golaço.
Mas de todas as cenas que eu vi no Palestra, a que mais me marcou foi em uma derrota.
Perdiamos para o Grêmio por 1 a 0 , quando o Marcos subiu ao campo de ataque.Eu assistia o jogo com meu amigo Stamers assustado ele olhou pra mim e perguntou:"Falta quantos?".Eu também sem acreditar disse:"Acho que falta quinze".Ele pegou no relógio e falou:"Não cara, impossível.Tá errado seu relógio".Eu também começei que o tempo do relógio tava errado, e o Marcos continuava a subir ao ataque.Tentando fazer um gol.
Depois eu fiquei sabendo que o relógio tava certo e que o Marcos ouviu o errado, quando perguntou quando faltava pra acabar.
Mas valeu é assim que se defende o Palmeiras com o coração, desafiando a sorte, as hierarquias e se atirando ao gol.
Tem algumas curiosidades, que aconteceu no Palestra Itália, como a nossa maior goleada encima dos gambás, 8 a 0 no dia 3 de novembro de 1933.
O primeiro jogo internacional dos gambás aconteceu lá, pra variar perderam para o Torino, da Itália.3 a 0 no dia 15 de agosto de 1914.
Eu vou sentir saudades desse palco que infelizmente vai embora, quando eu lembro dos meus pulos na arquibancada de concreto, não dá pra esconder as emoções.Nesse momento rola um lágrima no meu rosto, como naquela mosaico do ursinho Misha no encerramento dos jogos olímpicos de Moscou.Ao lembrar de cada momento vivido por mim, naquele estádio situado na zona oeste da cidade, entre Perdizes e Barra Funda.Taí uma dica, que a Mancha faça um mosaico semelhante.
Após o jogo o estádio ficará como na foto acima, silenciado e aguardando os refletores se apagarem.Ele vai se lembrar de cada minuto, de cada cena, alegria, tristeza e glórias que vivemos.
E que venha a Arena, para nela ser escrita uma nova história.Tão linda como a do velho Palestra Itália, ou Parque Antártica, Jardim Suspenso, Chiqueiro, a nossa Casa.
Abraços Nação Alviverde, espero que gostem, comentem e no comentário deixem a cena que marcou vocês.